Gestão de contratos: em quais etapas usar a IA?

Gestão de contratos: em quais etapas usar a IA?

15/04/2026 | Larissa Almeida

A gestão de contratos é uma atividade presente em praticamente todas as empresas. Desde acordos comerciais e parcerias estratégicas até acordos trabalhistas e termos de prestação de serviços, esses documentos formalizam responsabilidades, prazos e condições entre as partes envolvidas. Com a digitalização das rotinas corporativas, a Inteligência Artificial (IA) começou a ganhar espaço nesse processo. Então veja, nesta matéria, em quais etapas aplicá-la. 

O crescimento do uso da IA no Brasil

No Brasil, o interesse e a adoção da tecnologia têm crescido rapidamente nos últimos anos. Uma pesquisa realizada pela Ipsos em parceria com o Google, com 21 mil pessoas em 21 países, revelou: 54% dos brasileiros utilizaram inteligência artificial generativa em 2024, um índice acima da média global de 48%. O levantamento também aponta a presença da tecnologia no ambiente profissional, onde 78% dos entrevistados afirmam utilizá-lá. 

Outro dado relevante do estudo mostra como a ferramenta é vista no cotidiano corporativo. Cerca de 88% dos brasileiros a consideram essencial para lidar com informações complexas e encontrar soluções diferentes para desafios profissionais. 

Como a IA pode ser aplicada na gestão de contratos? 

Tradicionalmente, o ciclo de um contrato envolve diversas etapas, como elaboração do documento, revisão jurídica, leitura pelas partes envolvidas, negociação e assinatura. Cada uma dessas fases pode demandar tempo e atenção, principalmente quando há muitas páginas ou cláusulas complexas.

Com o apoio da tecnologia, parte dessas atividades pode ser automatizada ou otimizada, aumentando o foco para análises estratégicas. Veja quatro aplicações da IA: 

  1. Elaboração do contrato

A primeira fase é a criação do documento. Dependendo do tipo de acordo, esse processo pode exigir a inclusão de diversas cláusulas, informações legais e detalhes específicos da negociação.

Ferramentas baseadas em IA conseguem auxiliar na organização dessas informações e sugerir estruturas comuns para determinados tipos de contratos. Com base em modelos previamente estruturados e em dados analisados pelo sistema, ela pode indicar cláusulas recorrentes, identificar lacunas e ajudar na padronização.

Segundo Carlos Henrique Mencaci,  CEO da Digital Helper + Assine Bem, a inteligência artificial funciona como uma aliada na organização dessas etapas iniciais. “Esse mecanismo funciona como um apoio importante para estruturar os arquivos com mais rapidez e organização. A tecnologia não substitui a análise jurídica, mas ajuda a acelerar tarefas operacionais”, explica.

  1. Revisão e análise de cláusulas

Esse momento costuma exigir atenção redobrada, pois contratos podem conter dezenas de páginas com termos técnicos, prazos, multas e obrigações específicas. Nesse cenário, a IA pode ajudar a identificar cláusulas sensíveis, localizar termos relevantes e apontar possíveis inconsistências no texto.

Esse tipo de análise automatizada é especialmente útil em contratos extensos, nos quais localizar determinadas informações manualmente pode consumir muito tempo. “Em arquivos longos, encontrar detalhes importantes pode levar bastante tempo. A IA ajuda a localizar esses pontos com mais rapidez e torna o processo de revisão mais eficiente”, afirma o executivo. 

  1. Compreensão do contrato

Outro desafio comum está na interpretação do conteúdo. Muitas vezes, gestores ou profissionais de outras áreas precisam analisar acordos, mas nem sempre possuem familiaridade com a linguagem jurídica utilizada nos documentos.

Nesse ponto, a IA surge como uma ferramenta de apoio para tornar a leitura simplificada. “Nem todos os profissionais estão habituados a interpretar o ‘juridiquês’. A IA ajuda a tornar essas informações mais claras, permitindo uma compreensão autônoma, sem depender totalmente da equipe jurídica”, destaca o representante da Digital Helper + Assine Bem.

  1. Acompanhamento da leitura do documento

A tecnologia também pode contribuir no acompanhamento do processo de leitura pelos envolvidos. Algumas plataformas de gestão documental permitem rastrear a interação do destinatário com o arquivo enviado. O sistema identifica se o documento foi aberto, quanto tempo o usuário permaneceu em cada página e quais trechos receberam mais atenção.

Esses dados ajudam as empresas a compreenderem melhor o comportamento do cliente durante uma negociação. “Quando a empresa entende a jornada de interesse do indivíduo, é possível identificar pontos de dúvida ou trechos mais elaborados”, explica.

Só existe produtividade com segurança

Apesar de todos os benefícios entregues pela aplicação desse mecanismo, as organizações precisam cuidar da segurança de seus parceiros. “É preciso utilizar uma plataforma segura, fechada e com criptografia. Submeter dados sensíveis a qualquer site pode comprometer os envolvidos no arquivo e a reputação da empresa ao gerar vazamentos”, finaliza Mencaci. 

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