O ano de 2025 entrou para a história da cibersegurança como um divisor de águas. A convergência entre Inteligência Artificial (IA), automação e redes digitais cada vez mais interconectadas elevou o nível das ameaças a um patamar inédito. Os ataques deixaram de ser eventos pontuais para se tornar um risco sistêmico, com potencial de gerar impactos financeiros, operacionais e reputacionais em larga escala.
Nesse novo cenário, grupos criminosos passaram a agir de forma mais estratégica, concentrando esforços em setores capazes de provocar efeitos em cadeia. “Varejo, serviços financeiros, saúde, infraestruturas críticas e cadeias de suprimentos tornaram-se alvos preferenciais não apenas pelo volume de dados, mas pelo poder de paralisação na economia”, explica a diretora da Howden Brasil, Marta Helena Schuh.
O crescimento dos ataques cibernéticos em números
Os dados ajudam a dimensionar a gravidade do problema. Segundo levantamento da Check Point Research Technologies, no segundo trimestre de 2025 a média global de tentativas de ataque por organização chegou a 1.984 por semana. Na América Latina, o cenário foi ainda mais preocupante, com 2.803 ataques semanais, um crescimento de 5% em relação ao ano anterior.
O Brasil destacou-se negativamente nesse contexto, figurando como o principal foco regional. A combinação de alta digitalização, grande volume de transações financeiras e cadeias de fornecedores extensas criou um ambiente particularmente atrativo para cibercriminosos. “Por isso, contar com ferramentas seguras se tornou um requisito básico para todas as corporações. Ter os dados protegidos e realizar operações sem problemas é um diferencial nos dias de hoje”, afirma a gerente da Digital Helper+Assine Bem, Stephany Sampaio.
O ataque à C&M Software e o alerta ao sistema financeiro brasileiro
No Brasil, o episódio mais emblemático de 2025 foi a invasão à C&M Software, empresa responsável por intermediar operações do Pix. “O ataque, considerado o maior já sofrido pelo sistema financeiro nacional, revelou de forma contundente como falhas humanas e brechas na cadeia de terceiros podem escalar rapidamente para crises bilionárias”, destaca Marta Helena.
Criminosos obtiveram credenciais de um colaborador terceirizado, acessaram sistemas internos e extraíram 392 GB de informações sensíveis. Os prejuízos ultrapassaram R$ 1 bilhão, afetando diretamente a confiança no ecossistema financeiro. “Isso demonstra a importância de todos os envolvidos nos negócios possuírem informações protegidas, pois qualquer falha pode ser muito prejudicial”, alerta Stephany.
A sofisticação das técnicas de ataque em 2025
Outro ponto central foi a evolução qualitativa das ofensivas. Modelos como Ransomware as a Service (RaaS) reduziram a barreira de entrada para o crime digital, enquanto infostealers, phishing altamente direcionado com apoio de IA e o uso de deepfakes tornaram os ataques mais convincentes e difíceis de detectar.
Nesse contexto, práticas tradicionais de segurança continuam sendo indispensáveis, mas já não são suficientes por si só. “A defesa moderna exige uma abordagem mais ampla, baseada em visibilidade, governança e gestão contínua de riscos”, ressalta a diretora.
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