A sustentabilidade deixou de ser pauta de relatório anual. Ela entrou na sala de reuniões, no planejamento financeiro e, cada vez mais, no contrato assinado no celular, sem imprimir uma única folha. De acordo com pesquisa recente da BDO, se as empresas ignorarem a agenda sustentável, ficarão para trás.
Conforme o levantamento, 83% das companhias globais enxergam a sustentabilidade como geradora de vantagem competitiva. Contudo, apenas 25% têm um programa totalmente consolidado. A lacuna entre intenção e ação ainda é enorme e isso se torna uma oportunidade para quem agir primeiro.
Esse papel não precisa existir
Um escritório de advocacia médio processa centenas de contratos por mês. Cada um deles implica impressão, transporte, armazenamento físico e, muitas vezes, reimpressão por erros ou alterações. Multiplique isso por anos, em milhares de empresas. O custo ambiental se torna impossível de ignorar.
A adoção da assinatura digital elimina essa cadeia inteira. Cada documento assinado eletronicamente poupa, em média, quatro folhas de papel, o envio físico correspondente e a emissão de CO2 associada ao transporte. Quando falamos em volume corporativo, esses números se transformam em toneladas de papel e litros de combustível poupados por ano.
América Latina está se movendo rápido
Ainda segundo o estudo da BDO, 68% das empresas latino-americanas já publicam relatórios de sustentabilidade, e cerca de 40% consideram seu programa maduro. Além do cumprimento de normas, isso sinaliza uma mudança de mentalidade: o ESG passou de custo extra a critério de gestão.
No Brasil, esse movimento ganha força com regulamentações como a Lei 14.063/2020, ampliando o uso de assinaturas digitais em atos públicos e privados, e com a crescente exigência de fornecedores e investidores por métricas ambientais verificáveis.
Outros dados do levantamento reforçam essa tendência:
- 37% das organizações latino-americanas já incorporam a sustentabilidade em sua estratégia de longo prazo;
- 32% destacam a ampliação da visão de risco ESG como principal benefício;
- 26% apontam o acesso a financiamento em melhores condições como um dos maiores ganhos;
- 95% manterão ou aumentarão o orçamento destinado ao tema.
O que a assinatura digital tem a ver com tudo isso?
A transição para documentos eletrônicos é uma das ações de impacto mais imediatas, mensuráveis e acessíveis dentro de qualquer estratégia ESG corporativa. Ela não exige grandes investimentos em infraestrutura verde e gera retorno financeiro junto com o ganho ambiental.
Redução de consumo de papel: contratos, propostas e aditivos deixam de existir em formato físico. A redução de papel significa menos desmatamento, energia no processo de produção e resíduo sólido para descarte.
Fim dos deslocamentos para assinatura: motoboys, correios e reuniões presenciais para coleta de assinaturas geram emissões de CO2. O documento chega e volta em segundos, sem sair do lugar.
Armazenamento sem impacto físico: arquivos físicos ocupam espaço, exigem climatização e são vulneráveis a perdas. O armazenamento digital em nuvem não apenas economiza metros quadrados como reduz o consumo de energia associado à manutenção.
Pequenos gestos, impacto real
A transformação sustentável de uma empresa começa com as escolhas do dia a dia: como os contratos são assinados, as aprovações são registradas e os documentos são guardados. A assinatura digital é uma das alavancas mais acessíveis e de retorno rápido dentro de qualquer estratégia ESG. Ainda, reduz custos operacionais e impacto ambiental.
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